O maior problema que tenho atualmente, é ter que lidar comigo mesmo: com o que vejo, com o que penso, com o que faço, e, em quem acredito (...)
quinta-feira, 5 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
(...)
Um não, sem um porquê,
um ser-sei-lá, sem o próprio saber.
Deveria voltar a ser quem sempre fui?
Still Dazzle Days.
There is a light that never goes out, Morrissey?
Never goes out?
Who knows.
um ser-sei-lá, sem o próprio saber.
Deveria voltar a ser quem sempre fui?
Still Dazzle Days.
There is a light that never goes out, Morrissey?
Never goes out?
Who knows.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Flores
Ainda há flores na cidade, minúsculas,
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que caem ao sol da manhã,
tocando o chão, nem sempre verdadeiras.
O entardecer opaco solidifica o ar,
quente, pesado como chumbo.
Ao vermelho intenso, falta amar.
A flor não flor, o que será?
O que uma flor poderia,
se lhe falta a si mesma?
O que uma flor seria,
se não há flor, não floreia?
Ainda há flores na cidade, minúsculas,
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que esperam os amanhãs,
amanhãs tão distante das flores alheias.
A flor não flor, inocente utopia animalesca,
imagem distorcida, a verdade derradeira.
Flor de si mesma, não, nunca flor alheia,
um dia desejara, flor alheia tornar-se-ia.
A flor não flor, consciência de si mesma,
no fundo sabe, esperando amanhãs,
que enquanto, da greta, não flor, observar,
tudo ficará bem, sempre amanhecerá.
Será?
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que caem ao sol da manhã,
tocando o chão, nem sempre verdadeiras.
O entardecer opaco solidifica o ar,
quente, pesado como chumbo.
Ao vermelho intenso, falta amar.
A flor não flor, o que será?
O que uma flor poderia,
se lhe falta a si mesma?
O que uma flor seria,
se não há flor, não floreia?
Ainda há flores na cidade, minúsculas,
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que esperam os amanhãs,
amanhãs tão distante das flores alheias.
A flor não flor, inocente utopia animalesca,
imagem distorcida, a verdade derradeira.
Flor de si mesma, não, nunca flor alheia,
um dia desejara, flor alheia tornar-se-ia.
A flor não flor, consciência de si mesma,
no fundo sabe, esperando amanhãs,
que enquanto, da greta, não flor, observar,
tudo ficará bem, sempre amanhecerá.
Será?
Sentido São Paulo
A vida nunca será um caminho constante.
A existência não tem mais significado?
Hoje o caminho que se trilha sem sentido,
Não leva a nada além do que é observado.
Tudo o que brilha e reluz é algoz.
Transforma o desejo em objetivo.
Desloca a vontade e o egoísmo.
Sendo aquilo que você cria em si,
Um verdadeiro sentido?
A essência da vida se dissipa.
Os moldes se criaram entre nós.
De barro o homem se formou,
Não duvido que a ele rápido voltará!
A felicidade não existe e nunca existirá.
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você será!
O futuro, incerto e misterioso,
Agora é motivo de banalização, gozo.
Nascendo para mandar, morrer, procriar,
Sendo que o sentido, onde estará?
Os padrões silenciosos não se calam.
Estão no olhar, no conceito e na mente.
Sendo que cada um julga o que vê,
Sem nem ao menos ter visão suficiente.
Olhe para dentro de si.
Não és nada, pobre animal!
Veja tudo o que vós tendes.
Nunca será algo em diferencial!
A felicidade não existe e nunca existirá. -Refrão
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você se tornará!
A existência não tem mais significado?
Hoje o caminho que se trilha sem sentido,
Não leva a nada além do que é observado.
Tudo o que brilha e reluz é algoz.
Transforma o desejo em objetivo.
Desloca a vontade e o egoísmo.
Sendo aquilo que você cria em si,
Um verdadeiro sentido?
A essência da vida se dissipa.
Os moldes se criaram entre nós.
De barro o homem se formou,
Não duvido que a ele rápido voltará!
A felicidade não existe e nunca existirá.
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você será!
O futuro, incerto e misterioso,
Agora é motivo de banalização, gozo.
Nascendo para mandar, morrer, procriar,
Sendo que o sentido, onde estará?
Os padrões silenciosos não se calam.
Estão no olhar, no conceito e na mente.
Sendo que cada um julga o que vê,
Sem nem ao menos ter visão suficiente.
Olhe para dentro de si.
Não és nada, pobre animal!
Veja tudo o que vós tendes.
Nunca será algo em diferencial!
A felicidade não existe e nunca existirá. -Refrão
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você se tornará!
sábado, 24 de maio de 2008
Alguns dias
Perto de mim a madrugada iniciava-se de uma forma sombria e estranha, a lua argumentava contra o sol, cada qual em seus domínios, ambos almejando o futuro que surgiria. As nuvens brilhavam em um crisol colorido e opaco causado pelos confrontos, o tempo parecia estendido no ar, as leves brisas carregavam ressentimentos que me entristeciam, enquanto a luta no céu irradiava imagens boreais. O vento atacava minha imaginação, um misto de prazer e nostalgia dolorosa. E as luzes fugazes em uma sádica dança mantinham meu olhar firme ao horizonte. Eu observava imagens esboçadas, um filme linear da minha vida se desenrolava, sem nexo, porém eloqüente e nítido. Nessa manhã, as pessoas pareciam tão iguais, e tão íntegras em meu espírito, sem distinção.
Aquele tempo estava se refletindo na minha percepção, tudo ao meu redor, toda a energia viva e natural estava pulsando, clamando por atenção.
Tinha certeza, a lucidez abandonara-me, e ao fundo negrume azul dos céus eu me dirigia, sem ar, sem vida, nem luz, aviador eu não era, louco eu sou, moço adormecido em cidade morta, punhos de ferro e caninos afiados, prontos a disputar com a matilha faminta!
Mais uma manhã normal nessa cidade, onde nada muda, nem meus sentimentos por você, que por mais ocultos que são não deixarão de ser sinceros.
Sou tolo, e sei que vou me ferir cedo ou tarde, mas me lembrei de uma antiga decisão, de me entregar de corpo e alma as diversas situações, de não ter medo do futuro incerto, e de acreditar na integridade das pessoas, independente de sua índole ou de suas atitudes.
Aquele tempo estava se refletindo na minha percepção, tudo ao meu redor, toda a energia viva e natural estava pulsando, clamando por atenção.
Tinha certeza, a lucidez abandonara-me, e ao fundo negrume azul dos céus eu me dirigia, sem ar, sem vida, nem luz, aviador eu não era, louco eu sou, moço adormecido em cidade morta, punhos de ferro e caninos afiados, prontos a disputar com a matilha faminta!
Mais uma manhã normal nessa cidade, onde nada muda, nem meus sentimentos por você, que por mais ocultos que são não deixarão de ser sinceros.
Sou tolo, e sei que vou me ferir cedo ou tarde, mas me lembrei de uma antiga decisão, de me entregar de corpo e alma as diversas situações, de não ter medo do futuro incerto, e de acreditar na integridade das pessoas, independente de sua índole ou de suas atitudes.
Queimarei em paixões, mesmo que seu fogo nem venha a existir.
Olharei para o céu, mesmo que a poluição atrapalhe minha visão.
Ansiarei por sua presença, mesmo que você não esteja por vir.
Viverei cada momento, mesmo que aos poucos a vida se vá.
Meus mais preciosos bens são de carne, sangue e coração.
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