Realidade ambivalente do ser humano.
Ascender ao desbotar,
polimerizar o tempo,
florescer a impossibilidade,
na inconstância de existir.
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
El futuro
O ódio.
Um dos sentimentos mais fortes e profundos,
quem sabe, talvez, poderia superar,
o amor.
Um dos sentimentos mais fortes e profundos,
quem sabe, talvez, poderia superar,
o amor.
Sem aceitarmos nossa natureza rústica,
humanizamos um mundo nada humano,
criando ilusões sobre o que poderia,
sem jamais ser;
fantasiamos o amanhã,
esquecemos o presente,
e não recordamos o passado.
Que essas são palavras-tese,
mas se assim concretizar,
que meu nome vire história,
muitos haverão de me contar.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cerejeiras da vida
Olívio não soube o que acontecera frente a seus olhos. A pálida face embebida em seiva própria, os fios longos, ruivos, envoltos pela viscosa polpa estagnada, tais humanos membros tão frágeis, descansando suavemente, pelo quais ramificações vivas retocavam-lhe as características leitosas. Tal quadro o perturbava de tal forma que seu corpo não se movia, era regido por uma natureza maior; terrificante.
Não sabia o que ocorrera consigo. Em meio às lamurias por onde a curiosidade abre caminho, através de astuciosas espreitadelas deparou-se com olhos profundos, de um rubi puro e cristalino, onde a pupila pulsava lânguida, prestes a extinguir-se, e tudo silenciou.
Olívio não era mais. Sua desfocada visão permeando a densa floresta que o envolvia apenas conseguia deter-se às centelhas da triste e viva chama púrpura, que era exalada pelo vislumbrar vívido. O ar rarefeito fazia com que aquela profunda visão o acometesse de vertigens. Seus sentidos fartavam-se dos raios violetas enchendo-o de angústia e medo.
Seu coração pulsou.
Estava deitado nas raízes de uma frondosa cerejeira paralela a um pacífico casebre, enquanto a tarde deitava tranquilamente consentindo com a estreita vereda. Olívio refletiu, não sabia ao certo o que fora aquilo, - um sonho talvez -, e apesar de sua inquietação, recostou-se novamente na árvore observando seus galhos, suas ramificações.
Percorria com os olhos cada artéria. Via naquela trama viva tantos encontros e desencontros que, a cada singela cereja que surgia, por menor que fosse, afigurava-se com tamanha intensidade em sua mente, que por um momento chegou a acreditar que sua cor fosse sua essência, incutindo-lhe a vida, desde sua tenra idade até seu lento definhar, - e tudo parecia tão natural.
- Sou cereja? Olívio indagou.
Mas não houve uma resposta antes de suas pálpebras cerrarem-se novamente.
Olívio não era mais.
Não sabia o que ocorrera consigo. Em meio às lamurias por onde a curiosidade abre caminho, através de astuciosas espreitadelas deparou-se com olhos profundos, de um rubi puro e cristalino, onde a pupila pulsava lânguida, prestes a extinguir-se, e tudo silenciou.
Olívio não era mais. Sua desfocada visão permeando a densa floresta que o envolvia apenas conseguia deter-se às centelhas da triste e viva chama púrpura, que era exalada pelo vislumbrar vívido. O ar rarefeito fazia com que aquela profunda visão o acometesse de vertigens. Seus sentidos fartavam-se dos raios violetas enchendo-o de angústia e medo.
Seu coração pulsou.
Estava deitado nas raízes de uma frondosa cerejeira paralela a um pacífico casebre, enquanto a tarde deitava tranquilamente consentindo com a estreita vereda. Olívio refletiu, não sabia ao certo o que fora aquilo, - um sonho talvez -, e apesar de sua inquietação, recostou-se novamente na árvore observando seus galhos, suas ramificações.
Percorria com os olhos cada artéria. Via naquela trama viva tantos encontros e desencontros que, a cada singela cereja que surgia, por menor que fosse, afigurava-se com tamanha intensidade em sua mente, que por um momento chegou a acreditar que sua cor fosse sua essência, incutindo-lhe a vida, desde sua tenra idade até seu lento definhar, - e tudo parecia tão natural.
- Sou cereja? Olívio indagou.
Mas não houve uma resposta antes de suas pálpebras cerrarem-se novamente.
Olívio não era mais.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Individualidade
Uma - aliás, não uma, não, mais uma, uma entre tantas, - ínfima centelha da condição humana, que acredita - qual não acreditaria? - ser toda a constelação divina.
sábado, 28 de novembro de 2009
Aprender
Devemos buscar a arte de aprender,
aprendendo, compreendemos a realidade,
e compreendendo, lendo e escrevendo,
cada vez mais, poderemos sonhar.
aprendendo, compreendemos a realidade,
e compreendendo, lendo e escrevendo,
cada vez mais, poderemos sonhar.
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