Ainda há flores na cidade, minúsculas,
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que caem ao sol da manhã,
tocando o chão, nem sempre verdadeiras.
O entardecer opaco solidifica o ar,
quente, pesado como chumbo.
Ao vermelho intenso, falta amar.
A flor não flor, o que será?
O que uma flor poderia,
se lhe falta a si mesma?
O que uma flor seria,
se não há flor, não floreia?
Ainda há flores na cidade, minúsculas,
entre os carros e o concreto, nas gretas.
As flores que esperam os amanhãs,
amanhãs tão distante das flores alheias.
A flor não flor, inocente utopia animalesca,
imagem distorcida, a verdade derradeira.
Flor de si mesma, não, nunca flor alheia,
um dia desejara, flor alheia tornar-se-ia.
A flor não flor, consciência de si mesma,
no fundo sabe, esperando amanhãs,
que enquanto, da greta, não flor, observar,
tudo ficará bem, sempre amanhecerá.
Será?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sentido São Paulo
A vida nunca será um caminho constante.
A existência não tem mais significado?
Hoje o caminho que se trilha sem sentido,
Não leva a nada além do que é observado.
Tudo o que brilha e reluz é algoz.
Transforma o desejo em objetivo.
Desloca a vontade e o egoísmo.
Sendo aquilo que você cria em si,
Um verdadeiro sentido?
A essência da vida se dissipa.
Os moldes se criaram entre nós.
De barro o homem se formou,
Não duvido que a ele rápido voltará!
A felicidade não existe e nunca existirá.
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você será!
O futuro, incerto e misterioso,
Agora é motivo de banalização, gozo.
Nascendo para mandar, morrer, procriar,
Sendo que o sentido, onde estará?
Os padrões silenciosos não se calam.
Estão no olhar, no conceito e na mente.
Sendo que cada um julga o que vê,
Sem nem ao menos ter visão suficiente.
Olhe para dentro de si.
Não és nada, pobre animal!
Veja tudo o que vós tendes.
Nunca será algo em diferencial!
A felicidade não existe e nunca existirá. -Refrão
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você se tornará!
A existência não tem mais significado?
Hoje o caminho que se trilha sem sentido,
Não leva a nada além do que é observado.
Tudo o que brilha e reluz é algoz.
Transforma o desejo em objetivo.
Desloca a vontade e o egoísmo.
Sendo aquilo que você cria em si,
Um verdadeiro sentido?
A essência da vida se dissipa.
Os moldes se criaram entre nós.
De barro o homem se formou,
Não duvido que a ele rápido voltará!
A felicidade não existe e nunca existirá.
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você será!
O futuro, incerto e misterioso,
Agora é motivo de banalização, gozo.
Nascendo para mandar, morrer, procriar,
Sendo que o sentido, onde estará?
Os padrões silenciosos não se calam.
Estão no olhar, no conceito e na mente.
Sendo que cada um julga o que vê,
Sem nem ao menos ter visão suficiente.
Olhe para dentro de si.
Não és nada, pobre animal!
Veja tudo o que vós tendes.
Nunca será algo em diferencial!
A felicidade não existe e nunca existirá. -Refrão
Isso é relativo e na mente de cada um está.
Sendo o caminho que você trilha,
O que realmente você se tornará!
sábado, 24 de maio de 2008
Alguns dias
Perto de mim a madrugada iniciava-se de uma forma sombria e estranha, a lua argumentava contra o sol, cada qual em seus domínios, ambos almejando o futuro que surgiria. As nuvens brilhavam em um crisol colorido e opaco causado pelos confrontos, o tempo parecia estendido no ar, as leves brisas carregavam ressentimentos que me entristeciam, enquanto a luta no céu irradiava imagens boreais. O vento atacava minha imaginação, um misto de prazer e nostalgia dolorosa. E as luzes fugazes em uma sádica dança mantinham meu olhar firme ao horizonte. Eu observava imagens esboçadas, um filme linear da minha vida se desenrolava, sem nexo, porém eloqüente e nítido. Nessa manhã, as pessoas pareciam tão iguais, e tão íntegras em meu espírito, sem distinção.
Aquele tempo estava se refletindo na minha percepção, tudo ao meu redor, toda a energia viva e natural estava pulsando, clamando por atenção.
Tinha certeza, a lucidez abandonara-me, e ao fundo negrume azul dos céus eu me dirigia, sem ar, sem vida, nem luz, aviador eu não era, louco eu sou, moço adormecido em cidade morta, punhos de ferro e caninos afiados, prontos a disputar com a matilha faminta!
Mais uma manhã normal nessa cidade, onde nada muda, nem meus sentimentos por você, que por mais ocultos que são não deixarão de ser sinceros.
Sou tolo, e sei que vou me ferir cedo ou tarde, mas me lembrei de uma antiga decisão, de me entregar de corpo e alma as diversas situações, de não ter medo do futuro incerto, e de acreditar na integridade das pessoas, independente de sua índole ou de suas atitudes.
Aquele tempo estava se refletindo na minha percepção, tudo ao meu redor, toda a energia viva e natural estava pulsando, clamando por atenção.
Tinha certeza, a lucidez abandonara-me, e ao fundo negrume azul dos céus eu me dirigia, sem ar, sem vida, nem luz, aviador eu não era, louco eu sou, moço adormecido em cidade morta, punhos de ferro e caninos afiados, prontos a disputar com a matilha faminta!
Mais uma manhã normal nessa cidade, onde nada muda, nem meus sentimentos por você, que por mais ocultos que são não deixarão de ser sinceros.
Sou tolo, e sei que vou me ferir cedo ou tarde, mas me lembrei de uma antiga decisão, de me entregar de corpo e alma as diversas situações, de não ter medo do futuro incerto, e de acreditar na integridade das pessoas, independente de sua índole ou de suas atitudes.
Queimarei em paixões, mesmo que seu fogo nem venha a existir.
Olharei para o céu, mesmo que a poluição atrapalhe minha visão.
Ansiarei por sua presença, mesmo que você não esteja por vir.
Viverei cada momento, mesmo que aos poucos a vida se vá.
Meus mais preciosos bens são de carne, sangue e coração.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Pensamentos (...)
Faz algum tempo que já não venho escrevendo aqui, por hora, assim continuará, guardarei para mim coisas que à mim talvez apenas interessem, porém, nuances podem aparecer por ai, guardar não significa não criar, apenas deixarei minhas idéias em recesso, caso superem o desejo da comunicação, já é outra história (...)
"Palavras não descrevem sentimentos, palavras são levianas, sentimentos são profundos. O que seria nós, se pudéssemos reduzir-nos em uma gama de caracteres? Prefiro fugir à minha própria compreensão (...)"
"Object, object, object (...)"
"Palavras não descrevem sentimentos, palavras são levianas, sentimentos são profundos. O que seria nós, se pudéssemos reduzir-nos em uma gama de caracteres? Prefiro fugir à minha própria compreensão (...)"
"Object, object, object (...)"
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
O escritor sem palavras, as palavras do escriba
Sou o alcoólatra, a puta ao seu lado a esmolar e o preconceito fecundo e repugnante!
Sua a idéia intrínseca da ausência do bem, mal, bom ou ruim!
Sou cristo em sua orgia dionísica e satânica, o asco em seu olhar!
Sou o que reclama muito sem ter nada a dizer!
Sou o seu impulso social, a loucura reprimida e o bem coletivo na cinza negra que nos engole!
Sou a masturbação constitucional dos atos bem-intencionados!
Sou aquele que não almeja a vida, o que odeia a idéia de ser alguém, de vender o sofrimento individual e de vegetar em uma plantação alheia e desconhecida!
Sou a falsidade, a diferença e o egoísmo que você tanto repudia, sou a contra-cultura que consente calado nas injurias!
Sou o pervertido, o homossexual, a lésbica e o bissexual, sou o metamorfo imaginário e ideológico, eu sou todos, sou você e sou ninguém!
O tempo é cruel e aos poucos exila nossas almas transformando-nos em pessoas civilizadas! Ao menos uma vez em sua existência, mude significadamente sua vida, para que, ao seu fim não acabe vendo que sua essência escoou em um segmento linear e temporal, do qual seguiu um padrão tedioso criado por mentes doentias! Transforme sua curta e insignificante existência em uma lenda, em um mito, em um feito eterno e atemporal, pois nós somos únicos e sabemos onde poderemos chegar!
"Os limites se limitam apenas à mentes pequenas."
"Os que como eu, nada tem a dizer, do nilismo cético ao pessimismo poético, continuem a vagar, nesta terra tão distante, quanto sem fim."
Sua a idéia intrínseca da ausência do bem, mal, bom ou ruim!
Sou cristo em sua orgia dionísica e satânica, o asco em seu olhar!
Sou o que reclama muito sem ter nada a dizer!
Sou o seu impulso social, a loucura reprimida e o bem coletivo na cinza negra que nos engole!
Sou a masturbação constitucional dos atos bem-intencionados!
Sou aquele que não almeja a vida, o que odeia a idéia de ser alguém, de vender o sofrimento individual e de vegetar em uma plantação alheia e desconhecida!
Sou a falsidade, a diferença e o egoísmo que você tanto repudia, sou a contra-cultura que consente calado nas injurias!
Sou o pervertido, o homossexual, a lésbica e o bissexual, sou o metamorfo imaginário e ideológico, eu sou todos, sou você e sou ninguém!
O tempo é cruel e aos poucos exila nossas almas transformando-nos em pessoas civilizadas! Ao menos uma vez em sua existência, mude significadamente sua vida, para que, ao seu fim não acabe vendo que sua essência escoou em um segmento linear e temporal, do qual seguiu um padrão tedioso criado por mentes doentias! Transforme sua curta e insignificante existência em uma lenda, em um mito, em um feito eterno e atemporal, pois nós somos únicos e sabemos onde poderemos chegar!
"Os limites se limitam apenas à mentes pequenas."
"Os que como eu, nada tem a dizer, do nilismo cético ao pessimismo poético, continuem a vagar, nesta terra tão distante, quanto sem fim."
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